Um hacker da Eslovênia, suspeito de criar um código de software malicioso que infectou 12 milhões de computadores no mundo e de orquestrar outros cibercrimes, foi preso e interrogado, informou hoje a polícia do país.
Leon Keder, porta-voz da polícia eslovena, preferiu não identificar o suspeito. Keder explicou que após o interrogatório ele foi liberado, mas não pode sair da Eslovênia.
O FBI havia informado que um esloveno de 23 anos de idade conhecido como Iserdo foi encontrado em Maribor há 10 dias, depois de investigações da agência, junto com a polícia eslovena e autoridades espanholas.
A prisão do esloveno acontece cinco meses após a polícia espanhola desfazer um enorme esquema de cibercrime, prendendo três líderes dos grupos responsáveis por gerenciar a botnet Mariposa, que furtava números de cartão de crédito e credenciais bancárias. A botnet surgiu em dezembro de 2008 e infectou centenas de empresas e pelo menos 40 bancos.
A Mariposa era uma das maiores botnets do mundo. Ela se espalhou por mais de 190 países, de acordo com analistas que ajudaram a eliminá-la.
Jeffrey Troy, diretor do FBI para a divisão de cibercrimes, disse que a prisão de Iserdo foi um das etapas mais importantes da investigação.
Ontem, pela primeira vez, o FBI também identificou indivíduos presos por estarem envolvidos com o esquema na Espanha: Florêncio Carro Ruiz, conhecido como Netkairo, Jonathan Pazos Rivera, conhecido como Jonyloleante, e Juan Jose Bellido Rios, conhecido como Ostiador.
Todos são acusados por crimes de internet. Autoridades informaram que a botnet Mariposa na Espanha era a maior e mais
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